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22/01/2018

A importância do Manejo Integrado de Pragas para o sucesso da lavoura de soja

Prática é considerada uma das ferramentas mais eficazes para garantir a saúde das plantas

Assim que o plantio da soja é finalizado, o agricultor começa um trabalho importante na busca por resultados  - boa produtividade e alta rentabilidade. O manejo integrado de pragas (MIP) é considerado uma das ferramentas mais eficazes para garantir a saúde das plantas. Além de identificar que pragas estão presentes na lavoura, o manejo possibilita ao agricultor perceber a intensidade do ataque para decidir a tática de controle mais apropriada para o momento. O pesquisador Adeney Bueno, da Embrapa Soja, afirma que a prática do MIP precisa ser constante. "É importante salientar que sem a amostragem, feita com o pano-de-batida, o produtor não sabe o momento certo de realizar o controle de pragas e também não consegue decidir qual controle é mais apropriado para adotar", explica. 


As lagartas são as pragas que mais preocupam nas fases vegetativa e reprodutiva da soja, por isso, o MIP tem papel fundamental. O pesquisador chama atenção para a quantidade de lagartas que aparecem nas batidas de pano e que servem de alerta. No estágio vegetativo, se o agricultor encontrar quatro lagartas da espécie Helicoverpa por metro de soja, é hora de agir. No caso da Spodóptera, o número sobe para dez. Já na fase reprodutiva, duas lagartas por metro já podem preocupar. Outro ponto é a desfolha, que se estiver em 30% na fase vegetativa ou 15% na reprodutiva, demonstra a necessidade de aplicações. "O manejo integrado de pragas é importante porque evita controles químicos antecipados, que além de serem um desperdício de dinheiro, aumentam a pressão de seleção de pragas resistentes", conclui Bueno. 


A necessidade de aplicação de produtos na hora certa é salientada pelo Gerente de Cultura Soja Brasil da Syngenta, Marcos Basso. Ele lembra que, ao longo dos anos, aumenta a importância de aplicar os produtos no momento correto para obter o melhor resultado. Por isso, o agricultor precisa ter atenção redobrada na utilização das soluções para controle de pragas, doenças e plantas daninhas. "O uso de forma correta, respeitando o posicionamento dos produtos, garante a eficácia e dá mais segurança aos agricultores para atingirem os objetivos de produtividade", afirma.

 


Atenção ao percevejo

                                                                                              
Especialistas, como o pesquisador da Embrapa, consideram o percevejo mais agressivo para a lavoura do que a lagarta. Nesse sentido, o MIP é fundamental.  De acordo com Adeney Bueno, os insetos só precisam ser manejados depois do aparecimento das vagens e dependendo da intensidade da infestação. "Os níveis de ação para percevejos são de 2 insetos maiores que 0,4 cm/metro na soja que visa a produção de grãos. Se o objetivo for sementes, esse nível cai para um percevejo/metro".


O Gerente de Cultura Soja Brasil da Syngenta concorda - o percevejo é mais difícil de controlar em casos de alta infestação, porque ele se movimenta facilmente entre as plantações.  Basso lembra que, neste ano, o atraso na semeadura da soja vai resultar em lavouras em diferentes estágios, o que facilita a proliferação da praga. "Se deixar atingir uma alta população nas lavouras, voltar a um nível baixo ou nulo fica muito difícil, porque o percevejo procria rapidamente. O produtor precisa trabalhar bem as aplicações iniciais para ter um controle satisfatório", recomenda. Entre os inseticidas para controle de lagartas e percevejos oferecidos ao agricultor, a Syngenta sugere o Ampligo e o Engeo Pleno. “Para a próxima safra, teremos uma novidade no controle de pragas: Proclaim. Trata-se de um produto único, de amplo espectro e alta eficácia no controle de todas as lagartas”, diz Basso.

 

FONTE: PORTAL SYNGENTA

http://www.portalsyngenta.com.br/noticias-do-campo/a-importancia-do-manejo-integrado-de-pragas-para-o-sucesso-da-lavoura-de-soja