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29/11/2019

Conheça o manejo mais eficiente contra daninhas resistentes

Uma das alternativas é o programa Lavoura Limpa, que tem como princípio básico a rotação de herbicidas com diferentes modos de ação aplicados em momen

Há anos a biotecnologia é essencial para o manejo das lavouras de soja ao redor do mundo. O surgimento da soja RR, semente transgênica resistente ao glifosato, facilitou muito o dia a dia do produtor. Segundo a Embrapa, a nova tecnologia ganhou rápida adesão do mercado. Aplicado isoladamente antes da semeadura, após a emergência das culturas, o glifosato passou a atuar no controle eficaz das plantas daninhas, sem afetar o desenvolvimento da soja.

Porém, com o uso contínuo desse produto, plantas como o capim-amargoso, o capim pé-de-galinha, o caruru e a trapoeraba vêm selecionando indivíduos resistentes e tornando o manejo complexo e custoso. Para se ter ideia do cenário, veja a estimativa da evolução da área plantada que possui daninhas resistentes no Brasil, segundo dados levantados pelo Conselho de Herbicidas (Consherb), em parceria com a Syngenta:

 

Isso representa quase 60% do total da área cultivada com soja no Brasil. Mas qual a estimativa de perda com essa dificuldade de controle?

 

Baixa produtividade, danos e aumento de custos

As plantas daninhas brigam com a soja por espaço, nutrientes do solo, água e luz – por isso chamamos o problema de “matocompetição”. Isso faz com que uma parte das sementes da soja não consiga emergir e, mesmo as que têm sucesso, não se desenvolvem em todo seu potencial. O resultado é um estande baixo, pouco homogêneo e com a produtividade final comprometida.

 

Estudos da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) chegaram a dados impressionantes: uma produtividade de 3 mil quilos por hectare despencou para apenas 625 quilos por hectare por conta da matocompetição – uma queda de quase 80%. Outros estudos, dessa vez da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), registraram números igualmente ruins para o milho, mostrando como esse problema pode comprometer severamente as áreas em que há rotação entre as duas culturas.

 

Essa baixa produtividade, é claro, eleva os gastos. A Embrapa divulgou, em 2017, uma pesquisa que mostra que os custos de produção em lavouras de soja infestadas por daninhas resistentes podem chegar a um aumento de 222%. Para se ter uma ideia, os percentuais mais baixos registrados já são muito significativos, chegando a 42% de aumento nos custos.

 

Recomendações

O programa Lavoura Limpa tem como objetivo impedir o surgimento das daninhas resistentes e limpar o terreno para que a soja largue na frente delas, sendo seu princípio básico a rotação de herbicidas com diferentes modos de ação aplicados em momentos diversos da cultura. Dentro desse programa, merece destaque o herbicida pré-emergente Dual Gold®.

 

Segundo Eduardo Ozório, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Herbicidas da Syngenta, as aplicações de pré-emergentes são essenciais para o combate às plantas infestantes resistentes. “É comum que o produtor não queira fazer o pré-emergente, porque é uma etapa preventiva da solução, então é difícil de ser visualizado. Mas é ele que dá maior flexibilidade aos pós-emergentes, diminui o banco de sementes e facilita o trabalho nas etapas seguintes do manejo”, comenta.

 

O Prof. e Agrônomo, Donizeti Ap. Fornarolli, da Fornarolli Ciência Agrícola, complementa a visão de Ozório ao reforçar que o uso de herbicidas pré-emergentes se tornou uma alternativa muito vantajosa. “Eles inibem a presença de espécies daninhas desde o início e evitam a competição inicial. Além disso, existe a probabilidade de evitar a emergência de possíveis biótipos resistentes aos herbicidas em pós-emergência, destacando-se o ativo glifosato, atualmente com mais de 40 biótipos resistentes no mundo”, pontua. “Dentre os pré-emergentes utilizados, o Dual Gold® se mostra um herbicida muito importante devido seu amplo espectro de ação para as principais espécies da família das gramíneas”, finaliza. 

 

Ao todo, com o Dual Gold®, são 6 produtos e 5 modos de ação: Cletodim®, Gramocil®, Fusilade, Reglone® e Zapp®, cada um com uma função diferente e o mesmo objetivo: possibilitar que a soja cresça livre de competição das daninhas resistentes.

 

FONTE: PORTAL SYNGENTA